terça-feira, 21 de abril de 2009

Discipulado Cristão - Uma introdução

Texto base: II Coríntios 12:15 (NTLH)
"Vou ficar contente em gastar tudo o que tenho e até a mim mesmo para ajudá-los. Será que vocês me amarão menos só porque eu os amo tanto?"

Um dos maiores desafios da igreja é a integração daqueles que se convertem ao senhor. Muitos frutos são perdidos por falta de um ensino direto e bíblico sobre questões que envolvem os primeiros passos do novo discípulo. As questões variam entre o que é ser um crente em Cristo e os muitos “ensinamentos” dos diversos grupos religiosos, entre os quais há muitos que misturam idéias do cristianismo com religiões afro-brasileiras, espíritas, seitas orientais, etc.

Ensinar um novo discípulo é tarefa obrigatória da igreja. Quando ele está consciente da decisão que tomou, tem a certeza da vida eterna e sabe que está destinado a dar frutos para Deus em novidade de vida, estará mais disposto a ser transformado por Deus a cada dia. Assim, poderá enfrentar com perseverança as tentações, os problemas da vida, os escândalos. Enfim, alcançará o que sempre desejamos de um novo discípulo: a maturidade cristã e o desejo de praticar e compartilhar sua fé.

Esse é um tipo de trabalho que Deus confia a nós e não há como fugir da responsabilidade. Temos que nos lançar de todo nosso coração e cumpramos com a alegria a carreira que nos é proposta, na certeza de que em Deus faremos proezas.

Mas afinal, o que é Discipulado?
É o processo que se desenvolve através de relacionamento baseado em compromisso, envolvendo a transmissão da vida de Cristo por parte do discipulador e gerando assim mudança de caráter a ponto de o discípulo reproduzir outros.

O Discipulado é também o trabalho que dá seqüência à ação evangelística da igreja, ou seja, todo o cuidado e atenção que o novo crente necessita a fim de solidificar sua fé em Cristo e tornar-se, posteriormente, um discipulador.

O discipulador é aquele que terá maior tempo de contato com o novo cristão, conquistará sua amizade e será responsável pela sua adaptação junto aos outros irmãos. Trabalhando e orando pelo desenvolvimento espiritual do novo crente, ensinando-o com seu exemplo e promovendo sua adaptação à igreja. Por isso a importância de ser ele da mesma faixa etária e sexo do novo convertido, a fim de facilitar o relacionamento.

Lembre-se que discipulado envolve paciência, saber ouvir e acima de tudo amar. É necessário que o discipulador tenha no coração o desejo de cuidar de vidas e seja disciplinado na oração. Possuir conhecimento bíblico básico, ser integrado à igreja e participar regularmente dos cultos também são requisitos indispensáveis.

Atenção: Estamos certos que se não houver uma comunidade amorosa e zelosa, as pessoas não virão a Cristo ou não permanecerão o tempo suficiente para solidificar sua fé. O amor dedicado ao recém-convertido é a mais poderosa de todas as ferramentas evangelísticas.

Observação: Cada pessoa que já aceitou a salvação por meio da pregação da Palavra precisa ser levada à maturidade e ao sucesso em sua caminhada. Isso só é possível se cada crente assumir o inalienável compromisso de ser um discipulador cristão. Portanto: Se você deseja dar frutos, seja um discipulador!!!

Graça e Paz!

Thiago Leite.

Tu és o Oleiro e eu o barro

Texto base: Jeremias 18:11-6

Gostaria de abordar um assunto extremamente importante para o tempo em que estamos vivendo. Estamos nos aproximando do final dos tempos os quais muitos enganos estão por vir, situações para esfriar o nosso coração, modelagem de um evangelho que não condiz com a Palavra de Deus que muita das vezes nos leva a posturas, comportamentos que desagradam a Deus.

Para evitarmos isso, temos que nos voltar cada vez mais à Palavra do Senhor, buscando andar nos seus preceitos, em seus caminhos que são perfeitos para nós. Ao aceitarmos a Cristo, precisamos ser moldados conforme o seu querer, pois dEle somos servos. A Bíblia trata desse assunto, quando se refere ao fato de sermos agradáveis e úteis para o nosso Deus. Inclusive, para nos ensinar melhor acerca disso, nos compara a um elemento básico utilizado para a constituição do ser humano: o barro. Nesse ínterim, aprendemos que nós somos o barro nas mãos de um Oleiro, que é o nosso Senhor.

Todos nós somos obra das mãos dEle e devemos, assim como pedaço de barro podemos, deixá-Lo nos moldar e transformar-nos num produto que Ele entende que devemos ser. Efésios 2:10 diz que "Porque somos criação de Deus realizada em Cristo Jesus para fazermos boas obras as quais Deus preparou antes para nós as praticarmos." É uma afirmação importante pois esclarece que nós devemos nos submeter a Deus e permitir que Ele transforme as nossas vidas em algo que Lhe traga glória.

Deus havia ordenado a Jeremias que fosse a casa do oleiro e ali ele pode observar que o oleiro fazia um vaso de barro. Num determinado momento, o vaso se partiu nas mãos do oleiro, o qual o refez, porém diferente do vaso interior. Esta parábola contém varias lições importantes sobre a obra de Deus em nossas vidas. Procurei pesquisar um pouco sobre esse texto, logo, segue abaixo algumas colocações interessantes em que podemos tirar grande aprendizado:

01- A matéria prima, o Barro, a argila, substancia empregada para fabricação de obras de alvenaria ; se obtém misturando argila com água , que nos remete ao pó. Nós fomos formados do pó para ele retornaremos.

02- A Roda do Oleiro – O objeto usado para confeccionar o vaso. Deus nosso Criador, O Oleiro tem nas suas mãos o barro, o homem e ele quer transforma-lo fazer dele uma obra prima , mas o barro precisa passar por um processo, ser moldado, amassado , girado pela roda e se depois desse processo terminar e o Oleiro não tiver contente com o resultado ele refaz tudo de novo assim é conosco , primeiro Ele nos resgata , nos escolhe (Não foi vos que me escolheste Jo 15:16) , como o Oleiro . Ele tem o domínio sobre o barro, Ele começa a nos moldar da forma que Ele quiser. Para que os seus propósitos sejam compridos ( Is 45: 9 - Rm 9:21 )

O Oleiro, começa a utilizar outras ferramentas, recursos para ajudá-lo, o Amor (Jo 3:16), A Misericórdia (Sl 25:6), A Compaixão (Sl 116:5) e o Oleiro para não danificar a sua obra (O Óleo o símbolo do
Espirito Santo – O Consolador Jo 14:16 ).

03- O Forno – Após O Oleiro fazer o vaso, Ter acabado de moldá-lo naquela época eles os oleiros levavam ao forno os potes de barro para dar-lhes consistência, esse processo partia os potes defeituosos , fracos , mas os que resistiam eram marcados. Em I Pe. 1:7, descobrimos de que somos feitos quando a nossa fé e provada, se permanecemos fieis a meio as provações (I Pe 1:6) isso purificará , fortalecerá , aperfeiçoará a nossa fé e resultará em louvor, gloria e honra na vinda do Senhor Jesus, o Senhor considera a nossa perseverança na provações e nossa fé Nele preciosas e de valor inestimável por toda a eternidade.

04- O vaso – Após sair do forno o vaso está pronto para ser usado. O vaso em si não passa de um objeto se o oleiro não tiver um uso para ele de nada serve, assim somo nos não basta sermos escolhidos, moldados transformados, provados pelo fogo, resistirmos, as não descobrimos o nosso uso nas mãos de Deus , á sua vontade, não a nossa vontade , o seu querer , não o nosso querer, para a nossa vida , o vaso por si só não pode fazer nada , e como uma jarra por mais que ela quiser ele nunca poderá ser encher de água mas quando o seu criador, o senhor da sua vida a utiliza ela tem utilidade, no momento que nos colocamos nas mãos de Deus, deixando de lado as nossas vontades e descobrimos a Sua vontade , nos adequamos a Ela, não querendo que Deus se adeqüe as nossas , descobrimos os seus planos e nos encaixamos a ele, e não fazendo planos e tentarmos encaixar Deus neles, ai sim podemos nos considerar vasos nas mãos do Senhor.

Lembre-se sempre:

1 - O Barro Não Tem Valor: Destituído de importância, o barro não é objeto de disputas (não se faz guerras entre as nações por causa do barro. Petróleo, sim. Ouro, sim. Mas barro?). É desse material que somos feitos! Logo, por que termos nossas vaidades pessoais, achando, diante de Deus e dos outros, que somos muita coisa? Deus fez a todos nós do pó da terra... mas alguns pensam que foram feitos de porcelana. Calma, irmão, você é de barro! Uma segunda consideração:

2. O Barro É Frágil: Diferente do ferro ou do bronze, o barro se espatifa à-toa. Assim são os nossos projetos, nossos planos, nossos feitos... nossa vida inteira é frágil como barro. Mas, irmãos, a nossa fragilidade, no entanto, é a oportunidade de Deus trabalhar em nós. Deus quer trabalhar em nós, porém, Ele não trabalha com gente ensimesmada, cheia de orgulho, que fica dizendo: “eu sou ótimo!”. Para Deus moldar a nossa vida, dar-nos forma abençoada, precisamos aceitar o fato que somos "fracos", frágeis, que sem Deus não somos nada, para que, então, o poder de Deus venha sobre nós.

3. O Barro Não Tem Querer: Nesse mesmo livro de Isaías, o Senhor questiona: "...porventura dirá o barro ao que o formou: Que fazes?", (Is 45.9). Seria absurdo admitir um oleiro consultando o barro sobre a forma que este deveria receber.

Deus ensinou uma preciosa lição para Jeremias, quando mandou que ele fosse à oficina do oleiro e o visse trabalhando o barro. Jeremias, escreveu sobre isto, contando o seguinte: “Desci à casa do oleiro, e eis que ele estava entregue à sua obra sobre as rodas. Como o vaso que o oleiro fazia de barro se lhe estragou na mão, tornou a fazer dele outro vaso, segundo bem lhe pareceu", (Jr 18.1-4).

Note que o oleiro estava construindo um vaso que quebrou em suas mãos. Então, tornou a fazer do mesmo barro outro vaso "segundo bem lhe pareceu". Nós temos que entender, que ao barro não resta outra opção, senão render-se à vontade soberana do oleiro que o manipula. Barro não faz birra. Barro não berra. Barro não tem querer! Devemos ser assim nas mãos de Deus! Não temos o direito de questionar os planos e os propósitos do Senhor em nossas vidas. Devemos, sim, ter a mesma disposição que tiveram os servos de Deus do passado:

4. O Barro É a Matéria-Prima do Artista: É o artista quem tira o barro da mediocridade. É nas mãos do artista que o barro vira arte, e passa até a ser admirado, exibido em galerias e... fica valendo uma fortuna! Não há artista como Deus e Ele tem muitos tesouros para colocar em nós! Porém, Deus só fará isso se nós O permitirmos! ...Muitos filhos de Deus deixam de ser abençoados, porque permanecem com seus corações endurecidos à ação de Deus em suas vidas. Deixe-se moldar pelas mãos do Artista mais perfeito: o Senhor, nosso Deus. Ele transformará o barro da sua vida numa obra de arte preciosa.

Concluindo, Deus ainda está trabalhando conosco. Ele ainda não desistiu de você. Apesar das suas falhas, imperfeições, o Senhor pode transformar a sua vida. Não temos o valor que atribuímos a nós mesmos. Só teremos o devido valor quando permitirmos Deus trabalhar em nós. Somos frágeis. Para sermos fortes, nós dependemos de Deus. E com Deus, não podemos ter vontade própria, mas devemos nos render à vontade dEle; e em, contrapartida, devemos ser a matéria prima nas mãos de Deus.

Portanto, vamos nos render ao Senhor hoje... vamos permitir que Ele dê nova forma à nossa vida... que nos TRANSFORME em pessoas de grande valor! Que a sua oração hoje ao Senhor seja algo como: "Eu quero ser, Senhor amado, como um vaso nas mãos do oleiro. Quebra a minha vida e faze-a de novo. Como Tu queres, Senhor amado, Tu és o Oleiro e eu o vaso. Eu quero ser um vaso novo! Amém!"

Que Deus te abençoe muitíssimo!

Graça e Paz!

Thiago Leite
Ministério Vida e Comunhão
Blog: vidaecomunhao.blospot.com
e-mail:
vidaecomunhao@gmail.com

Nota (colaborações - Fontes de pesquisas em relação ao tema)
. E.B.D - IPBP/RJ (não me recordo a data)
. www.sermão.com.br: Denílson Rodrigues, Davi Liepkan e Roberto T. dos Santos
. googlegroups/gospel (grupo de discussão do google)

Família no Altar da Intercessão

Texto base: Salmo 127:1-5
O Salmo 127 é um salmo de meditação, onde podemos observar as orientações do Senhor em relação à família. Ele nos traz uma temática voltada para a constituição da casa, bem como dos integrantes desta família. E a Bíblia nunca nos deixa na mão, de fato nos ensina como podemos ter um lar abençoado ao invés de maldito. Não há possibilidade de estabelecer uma família sem as bases de Deus.

Sabemos que foi Deus quem instituiu a primeira família na terra e em seguida deu as instruções necessárias para a felicidade e prosperidade da família recém criada, mostrando que dessa orientação básica depende a felicidade da família.

Esse texto nos dá uma noção de que a presença de Deus nessa casa faz toda a diferença. Logo, todo esforço humano independente da provisão divina, torna-se fútil. Aqui, o salmista não está necessariamente falando sobre a casa física, material, como paredes, telhados, portas, etc. Mas está se referindo as pessoas que formam a constituição da família e atributos necessários para que a mesma se mantenha. Ele fala do desperdício de esforços, caso o Senhor não esteja presente. Vemos claramente a diferença de que é dependente Dele e quem não é.

Versículo 1:
O primeiro verso fala de edificar a casa, mas não se referindo apenas à moradia, ou a casa onde a família deve morar. Vai além. A casa aqui é a família que nela mora, cuja edificação espiritual, moral e cívica deve ser orientada pela palavra do Senhor. Se não atentar a esta regra principal, a família será infeliz. Não existe outro caminho para a felicidade se não o pelo Senhor. Mesmo que seja uma moradia confortável, mas se não for edificada espiritualmente no modelo dado por Deus, a família não terá paz. Se Ele não se fizer presente, o terreno fica desguarnecido, sem a devida proteção. Embora seja aplicada a sua força, isso será em vão.

Toda casa precisa ser bem construída. E uma boa construção começa com um alicerce bem firme. Não adianta ter uma mansão ampla e bem decorada, com um belo jardim e uma piscina na frente, mas sem alicerce. Quem se arriscaria? Quando falamos em construir famílias, Deus é quem deve ser o engenheiro, o arquiteto e o construtor. Somente ele pode edificar uma casa estável e segura. E para isso Ele nos dá a planta desta construção que é sua Palavra que deve ser ouvida e obedecida (Mateus 7:24-27 – Todo aquele, pois, que escuta estas minhas palavras, e as pratica, assemelhá-lo-ei ao homem prudente, que edificou a sua casa sobre a rocha;). Quando o homem tenta edificar por sua própria sabedoria sua casa certamente acabará em tragédia e ruínas.

Versículo 2:
Uma grande preocupação da sociedade em nossos dias é a segurança. Parece que nossas casas se transformaram em verdadeiras prisões. São grades, correntes, alarmes contra tudo.

As lojas contratam seguranças particulares, os bairros têm vigias particulares que fazem a ronda noturna, nossa igreja tem alarme instalado. Estamos vivendo uma crise de insegurança. No entanto o texto é claro não existe segurança na família sem Deus. O Salmo 121:4 diz que “É certo que não dormita nem dorme o guarda de Israel”. Se a segurança do mundo falha, a divina não. O nosso Guardião não cochila, não dorme. Por isso podemos declarar o que diz o Salmo 3:5 - “Deito-me e pego no sono; acordo porque o Senhor me faz repousar seguro”.

Quando falamos de cidade, falamos em um agrupamento de casas onde moram as famílias que, são as células vivas dela. Logo, a segurança e o progresso de uma cidade dependem do comportamento dessas famílias. Se não tiverem a orientação de Deus, a cidade também não será abençoada, podendo até se transformarem em cidades malditas. Não adianta dormir tarde ou levantar cedo se não tiver a orientação de Deus.

Nós temos responsabilidade nisso, pois nas casas, que também é chamada de “lares”, é que os filhos recebem as melhores orientações. E essas devem proceder dos seus pais, fundamentadas na palavra de Deus. Ele é o Pai da família. A família de Deus é espiritual e composta por todos os que pela fé aceitaram a Jesus como Salvador (Efésios 3:15 – “Do qual toda a família nos céus e na terra toma o nome”). Sendo Ele o Pai da família, é Ele quem provê finanças, que a mantêm, sustenta, concede tranqüilidade, a bênção requerida.

Diz a sabedoria popular que "O pouco com Deus vale mais do que o Muito sem Deus.” Agora vejam o que diz o Salmo 127:2. Nossos investimentos são bem sucedidos quando somos orientados por Deus.

Já vi muita gente dizer que a sua vida está muito bem, porque é trabalhador, levanta cedo e não perde hora de serviço. O texto descreve uma pessoa com estas características, mas que falta o principal: “Deus como provedor”. Existem muitas pessoas hoje bem empregadas e com um salário invejável. Porém, estão atolados em dívidas, com nome sujo na praça. Enquanto isso, outros que vivem com um ou dois salários, observam o milagre da multiplicação dos pães diariamente em suas casas.
Aqui podemos observar que o texto não está falando de indolência e preguiça, como aquele cristão que foi encontrado dormindo em avançada hora do dia. Não é aquele caso onde ocorre o diálogo - Perguntaram-lhe: “Não vai trabalhar hoje?" Ao que respondeu: “Aos seus amados Ele o dá enquanto dormem.” Refere-se à maneira de o homem agir: aquele que faz um esforço tremendo confiando no seu próprio poder; e aquele que persiste no trabalho, confiando em Deus. Com certeza o segundo será bem mais sucedido, pois confia no Deus que é Provedor.

Versículo 3:
Sabemos que o homem, ao se unir à mulher, forma um casal. Porém, quando há o marido, a mulher e os filhos, esses formam uma família. Nesses versículos vemos que a Palavra nos diz que os filhos são herança, presente de Deus para esse casal.
Mas podemos ir além. Se observarmos bem, aqui podemos notar subtendido, que Deus deve ser o educador, o orientador. Como um pedagogo dessa família. Como assim? Vejamos o apóstolo Paulo, sua afirmação em Efésios 6:4: “... criai-os na disciplina e admoestação do Senhor”. Não basta levar o filho na Escola dominical, mas criá-los na admoestação do Senhor.

OBS: O que seria admoestar? Seria uma advertência verbal, ou melhor, aconselhar, colocar na mente. Podemos, porque não, ensinar, corrigir, exortar.... Como diz o texto, tudo isso no Senhor, por meio de Sua Palavra.

Versículo 4 e 5:
Trata-se de uma comparação entre os filhos que são criados no Senhor é comparado a um flecha nas mãos de um guerreiro. O guerreiro era alguém hábil no manejo do arco e flecha, e que burilava (=rebuscar, refinar, aprimorar, requintar) bem suas flechas. No tiro ele era certeiro, não errava, acertava na mosca. Assim sendo, trata-se de uma forma poética de dizer que os filhos quando atirados ao mundo não errarão o alvo, serão motivo de orgulho e alegria, diferente do que diz Provérbios 29:15 – “A vara e a repreensão dão sabedoria, mas a criança entregue a si mesma, envergonha a sua mãe.”. Ou seja, se os nossos filhos estiverem firmes na presença de Deus, mesmo mais velho, não se desviarão (Provérbios 22:6 - Educa a criança no caminho em que deve andar; e até quando envelhecer não se desviará dele). Pode o inimigo tentar, mas não vão conseguir porque serão no futuro homens e mulheres firmados na Rocha! Além disso, trará benefícios a sociedade vindoura, pois em Provérbios 20:11 vemos que “Até a criança se dará a conhecer pelas suas ações, se a sua obra é pura e reta.”. Quando o Senhor edifica a casa, temos Deus como Educador dela, acrescentando filhos, felicidade, produzindo vida! Bem aventurados são aqueles que possuem em suas alijavas flechas assim!

OBS: Aljava é o nome dado ao
equipamento, espécie de coldre ou estojo, usado para carregar as flechas usadas pelos arqueiros desde a mais remota Antigüidade.

Reflexão: nossa casa está nas mãos do Senhor? Deus tem sido o centro? A base? Fundamento? Estamos agindo com nossas próprias mãos ou entregando nas dEle? Ele está à frente de nossas famílias? É o Senhor quem nos edifica, protege, provê todas as coisas, nos ensina com viver da melhor forma possível.

Concluindo, uma das maiores conseqüências da sociedade estar em crise é pelo fato da família estar se dissolvendo. Acreditamos que a família é a célula máter da sociedade. Logo, uma família forte constitui-se numa sociedade forte, e assim por diante. Hoje em dia vemos sim, uma sociedade que tem buscado ser independente de Deus, gerando frutos negativos.

Este salmo nos ensina que a benção na família e o suprimento das necessidades não se derivam meramente do esforço humano, mas Deus dá aos seus, quando descansam Nele, esperam, dependem Dele, ao invés de auto-suficientes, autônomos de Deus.
Entendemos assim, que tudo que o homem adquire sem a benção de Deus é fútil, passageiro e a qualquer momento poderá ser tirado, mas o que provem de Deus, isso sim, durará para sempre. Deus nos orienta a confiarmos Nele e o restante será conseqüência de sua fidelidade para com nossa vida (Salmo 37:5 – “Entrega o teu caminho ao SENHOR; confia nele, e ele o fará”).

Este esboço se trata de um breve estudo ministrado na abertura da Semana Mundial de Oração, no dia 05/01/2009, em nossa Comunidade, sob a responsabilidade do Ministério de Evangelismo.


Que Deus te abençoe muitíssimo!!

Em Cristo, saúde e paz!

Thiago Leite.

Blog: vidaecomunhao.blospot.com
e-mail:
vidaecomunhao@gmail.com

“Não rogo somente por estes, mas também por aqueles que vierem a crer em mim, por intermédio da sua palavra; a fim de que todos sejam um; e como és tu, ó Pai, em mim e eu em ti, também sejam eles em nós; para que o mundo creia que tu me enviaste. Eu lhes tenho transmitido a glória que me tens dado, para que sejam um, como nós o somos; eu neles, e tu em mim, a fim de que sejam aperfeiçoados na unidade, para que o mundo conheça que tu me enviaste e os amaste, como também amaste a mim.” (João 17:20-23)